Depois de anos de instabilidade fiscal e política, o Brasil de 2025-2026 apresenta uma combinação de condições que reposiciona o país como destino relevante para capital de infraestrutura. Não é euforia de ciclo — é convergência de fatores estruturais que o capital institucional global não consegue ignorar.

O arcabouço fiscal estabilizou expectativas

A aprovação do Arcabouço Fiscal (Lei Complementar 200/2023) e o cumprimento das metas de resultado primário em 2024 reduziram o prêmio de risco soberano. O CDS de 5 anos do Brasil recuou para próximo de 160 pontos no início de 2026 — nível não visto desde 2019, de acordo com dados do Banco Central do Brasil. Para fundos de infraestrutura com horizonte de 10 a 20 anos, essa estabilidade é pré-condição.

Juros reais altos como atrativo

A taxa Selic em patamar elevado (10,5% a.a. no início de 2026) poderia parecer um obstáculo ao investimento produtivo. Para fundos internacionais, é o contrário: projetos de infraestrutura com TIR de 12% a 16% em reais são raros no mundo desenvolvido, onde taxas reais negativas persistiram por quase uma década.

Com risco cambial gerenciado e estrutura de garantias adequada, o retorno em dólar permanece competitivo frente a qualquer mercado emergente comparável.

A demanda reprimida é a maior garantia

O Brasil tem um déficit estimado em R$ 1 trilhão em investimentos de infraestrutura, segundo o Banco Mundial (2023). Rodovias, portos, saneamento básico, transmissão de energia, habitação: a capacidade de absorção de capital é gigantesca e a demanda pelos serviços entregues é garantida por necessidade estrutural — não por ciclo econômico.

Para empreiteiras nacionais posicionadas corretamente, isso significa backlog de contratos por uma geração inteira. Para investidores, significa ativos com demanda que independe de conjuntura.

O que ainda falta

A assimetria de informação entre capital internacional e operadores locais continua sendo o principal gargalo. Fundos que querem investir no Brasil com frequência não encontram contrapartes com estrutura financeira e documental compatível com o processo de due diligence. A oportunidade existe. A preparação para capturá-la é o que diferencia quem participa de quem assiste.

Fontes: Banco Central do Brasil, dados de CDS e taxa Selic; Banco Mundial, "Infrastructure Gap in Brazil", 2023; Lei Complementar 200/2023 (Arcabouço Fiscal); FMI, World Economic Outlook, outubro de 2025.
Simaco Capital

Sua empresa está pronta para atrair capital institucional?

Avaliamos a estrutura financeira e documental da sua operação e organizamos o que é necessário para entrar no radar de investidores nacionais e internacionais.

Solicitar avaliação
← Voltar para Perspectivas